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Manhã e Noite

Sinopse

Em Manhã e noite, Jon Fosse conduz o leitor em uma jornada profunda e silenciosa através dos limiares da existência; um convite para habitar os espaços mais sutis da experiência humana. O protagonista, Johannes, um personagem que carrega em si a complexidade humana em sua forma mais pura e vulnerável, habita justamente esses lugares tão marcantes na obra do escritor norueguês. Organizado em duas partes, o romance nos leva de maneira surpreendente aos dois extremos da vida do pescador Johannes em um mosaico de cenas, intercalando saltos temporais com reminiscências, introduzindo personagens que morrem e não morrem. Tempo e espaço são difusos: passado, presente e futuro se misturam, e os cenários nem sempre são o que parecem ser. É assim que a genialidade de Fosse deixa sua marca: narrando de forma infinitamente bela o fascínio das certezas e incertezas da vida, dando "voz ao indizível", como pontuou o comitê sueco ao conceder ao autor o prêmio Nobel de literatura em 2023. Publicado em 2000, o romance Manhã e noite foi adaptado para libreto quinze anos depois pelo próprio Fosse para a ópera homônima (Morgen und Abend, em alemão, língua em que é cantada), do compositor austríaco Georg Friedrich Haas, que estreou em Londres, na Royal Opera House, em novembro de 2015. Esta edição é a primeira no mundo a apresentar as duas versões da obra. Como adaptação do romance original, "o libreto adquire uma lógica própria, torna-se uma peça literária em si", escreve Jon Fosse. Sob o mesmo título, mas pertencendo a gêneros literários diferentes, "o romance Manhã e noite e o libreto Manhã e noite são duas obras distintas, ao mesmo tempo independentes e dependentes uma da outra", completa o autor norueguês. Jon Olav Fosse (Haugesund, 29 de setembro de 1959) é um escritor e dramaturgo norueguês. Desde 2011 que foi concedido a Fosse o "Grotten", uma residência honorária pertencente ao estado norueguês e localizada no Palácio Real de Oslo no centro da cidade de Oslo. O uso do Grotten como residência permanente é uma honra especialmente concedida pelo Rei da Noruega pelas contribuições para as artes e a cultura norueguesas. Depois de estudar literatura, estreou em 1983 com o romance Raudt, svart (Vermelho, preto). A sua primeira peça de teatro, Og aldri skal vi skiljast, foi encenada e publicada em 1994. Fosse havia iniciado a escrita da obra no início dos anos 1990 pois não tinha uma renda regular, só a concluindo mais tarde. Só voltou ao gênero dez anos depois. Fosse escreveu romances, contos, poesia, livros infantis, ensaios e peças de teatro. As suas obras foram traduzidas em quase 50 idiomas, com suas peças encenadas mais de mil vezes pelo mundo. Foi nomeado cavaleiro da Ordre national du Mérite de França em 2007[3] e ordenado no número 83 na lista dos primeiros 100 gênios vivos pelo The Daily Telegraph. Com frequência é comparado a Samuel Beckett, tendo um estilo minimalista, com linguagem simples, reduzindo a trama ao mínimo e focando no ritmo, musicalidade e pausas. Em 2023, foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, "pelas suas peças e prosa inovadoras que dão voz ao indizível".