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Letramento em Saúde e Doenças Crônicas não Transmissíveis

Sinopse

Os profissionais de saúde têm procurado identificar por que as inúmeras tentativas para obter bons resultados nas estratégias de educação em saúde não dão certo. Há algum tempo, um aspecto tem sido estudado no mundo e indicado como essencial à comunicação: que seja observado o quanto as pessoas têm dificuldade para localizar, compreender e usar as informações e serviços disponíveis no momento de tomar decisões sobre sua saúde. Muitas vezes os profissionais superestimam a compreensão dos usuários sobre as informações que fornecem, principalmente quando estão diante de pessoas com maior escolaridade. Parece algo óbvio de se considerar, mas esse fenômeno, denominado Letramento em Saúde, é campo do conhecimento ainda pouco explorado pela literatura científica brasileira. O letramento em saúde comprometido pode levar a piores desfechos no autogerenciamento de agravos crônicos; aumento da mortalidade, da taxa de hospitalização e das reinternações; menor utilização de serviços preventivos de saúde; aumento dos custos em saúde; baixa adesão medicamentosa e dificuldade para se comunicar com profissionais de saúde, entre vários outros aspectos. O livro ora apresentado é oportunidade para que o leitor familiarize-se com o assunto de maneira agradável e ágil, conheça os diferentes conceitos e identifique se o letramento tem sido considerado como resultado e meio para as ações de educação em saúde, utilizadas com portadores de agravos crônicos não transmissíveis. De maneira geral, as propostas de educação para saúde enfocam os comportamentos de risco individuais e sua implicação nas condições de saúde/doença. Compreender o letramento como meio para subsidiar essas propostas significa adequá-las para as reais necessidades dos indivíduos e coletividade, reconhecendo suas limitações e potencialidades em relação ao acesso, compreensão e uso efetivo das informações de saúde, vislumbrando propostas terapêuticas exequíveis e eficazes. Não é mais admissível que as muitas estratégias de tratamento de doenças de alta prevalência que assolam o mundo, de modo tão contundente, desconsiderem o poder do indivíduo como corresponsável pelos resultados. Se considerarmos que a ele competem as decisões que influenciam o desfecho, é simples deduzir que, antes de qualquer iniciativa, o letramento deva ser considerado como fator de vulnerabilidade social e em saúde, logo no início de qualquer processo.