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Fala, Memória

Sinopse

“Vibrante, vigoroso, uma celebração não só da linguagem, mas também de uma insaciável visão.” — Penelope Lively, Daily Telegraph “Fala, memória.” A invocação de Nabokov traz à tona uma série de lembranças sutis, e tornam este livro uma das autobiografias mais originais e marcantes da literatura contemporânea. Por meio das lentes de Nabokov — que reforçam a cor de cada uma de suas lembranças e distorcem a passagem do tempo — vemos o despertar de uma criança para o mundo, e acompanhamos uma viagem ao cerne de sua vida interior. Com um texto primoroso, seguimos o autor por meio de linhas narrativas subterrâneas que se encontram inesperadamente, numa jornada pessoal em meio a lances radicais da história no século XX, com todos os seus sofrimentos e suas conquistas. Fala, memória é um dos livros imprescindíveis de Nabokov, que transcende o simples aspecto autobiográfico. Em grandes linhas temáticas, que se intercalam ao logo da narrativa, ele aos poucos traça aspectos cruciais de uma vida inevitavelmente ligada aos grandes eventos históricos do século XX. A autobiografia, publicada pela primeira vez em 1951 com o nome Evidência conclusiva, foi extensivamente revisada pelo autor e republicada em 1966 com o título atual. Esta nova edição contém também um apêndice, o “Capítulo dezesseis”, uma pseudorresenha escrita por Nabokov em 1950 e só agora publicada no Brasil.