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Cecilia Ou Memórias de Uma Herdeira
- Frances Burney
- 1154 Páginas
Sinopse
Frances Burney também era conhecida como Fanny Burney e, após seu casamento com o general francês exilado, Alexandre d’Arblay, passou a se chamar Madame d’Arblay. Frances escreveu proficuamente romances, peças de teatro, diários e cartas durante toda a sua vida, em um tempo em que as mulheres mal eram consideradas como vozes relevantes na sociedade. Ela escreveu cinco romances: A história de Caroline Evelyn (1767), manuscrito destruído pela própria autora; Evelina – A história da entrada de uma jovem senhora no mundo (1778), publicado de forma anônima, ou seja, seu nome de autora não foi divulgado na primeira edição publicada; Cecilia – A história de uma herdeira (1782); Camilla – Uma imagem da juventude (1796); e A Andarilha – Dificuldades femininas (1814). Além dos romances, Frances escreveu oito peças, uma biografia e vinte volumes de diários e cartas.
Frances Burney nasceu em 13 de junho de 1752, em Lynn Regis (agora King’s Lynn). Aos oito anos, ainda não sabia ler, mas foi nessa época que ela deu início à sua autoeducação e passou, então, a explorar a biblioteca da família. Aos nove anos, já esboçava seus primeiros “rabiscos” com a escrita de cartas; aos 10, já tinha a escrita como um hábito irresistível. Na intimidade familiar, ela desfiava memórias, cartas e diários. Todavia, aos 15 anos, já órfã de sua mãe, Frances ateou fogo em seus escritos quando seu pai, Charles Burney, casou-se novamente. Note-se que, nessa época, a escrita de romances por mulheres era desaprovada por sua família e amigos, de modo particular, e pela sociedade, de modo geral. A voz feminina, diga-se, a escrita, era cerceada de todas as formas possíveis no período georgiano (1714–1837), isto é, o papel da mulher na sociedade era meramente subalterno e de pouca expressão nesse círculo. Mesmo nesse contexto desfavorável, Frances Burney tornou-se uma das escritoras britânicas mais bem-sucedidas do século XVIII e início do século XIX. Seus escritos ainda circulam com relativo sucesso há mais de três séculos depois de seu nascimento. Alguns estudiosos acreditam que o trabalho de Frances Burney tenha inspirado autoras como Jane Austen e Maria Edgeworth e até mesmo o escritor William Makepeace Thackeray, entre muitos outros.
