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Cair Sete Vezes, Levantar Oito

Sinopse

Naoki Higashida é um jovem afável e pensativo, agora na casa dos vinte anos, que vive com sua família em Chiba, ao lado de Tóquio. Naoki tem autismo de um tipo rotulado de severo e não-verbal, então uma conversa fluente do tipo que facilita a vida da maioria de nós é impossível para ele. No entanto, com muito treinamento, força e paciência, ele aprendeu a se comunicar “digitando” frases em uma prancha de alfabeto - um teclado QWERTY desenhado em uma folha de papelão, acrescido de “SIM”, “NÃO” e “TERMINEI”. Naoki diz os caracteres fonéticos do alfabeto japonês hiragana enquanto toca as letras romanas correspondentes e constrói frases, que um transcritor passa para o papel. (A mão de mais ninguém está perto da de Naoki durante esse processo, um fato que comunicadores de prancha de alfabeto em um mundo cético precisam reforçar eternamente.) Se esse parece ser um jeito árduo de se expressar, você está certo, é mesmo; além disso, o autismo de Naoki o bombardeia de distrações e o faz levantar no meio da frase, andar pela sala e olhar pela janela. Ele sai facilmente de sua linha de pensamento e é forçado a recomeçar a frase. Já vi Naoki produzir uma frase complexa em um minuto, mas também já o vi levar vinte minutos para completar uma frase de apenas algumas palavras. Escrevendo em um laptop, Naoki pode dispensar o transcritor humano, mas a tela e o conversor de texto (os menus necessários para escrever em japonês) geram mais um nível de distração. Foi através de sua prancha de alfabeto ou de seu computador que Naoki escreveu cada frase neste livro.

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